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MensagemEnviado: Sáb, 05/Jan/2013 10:15 
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O sistema federativo e os BOICOTES a palestrantes e escritores espíritas

São Paulo, 16 de dezembro de 2012.

De: Alamar Régis Carvalho

Para: Federação Espírita Brasileira

Att.: Presidência e toda a Diretoria

SGAN 603, Conjunto F, Av. L2 Norte - Brasília, DF – CEP 70.830-030

Prezados Senhores:

Eu, Alamar Régis Carvalho, já conhecidíssimo do movimento espírita, creio que dispensa apresentação, através deste documento que estou lhes enviando pelos correios, com Aviso de Recebimento, e dando a conhecer ao público através da internet, venho oficialmente pedir um pronunciamento da FEB, tanto para o meu conhecimento quanto, também, para o segmento espírita que não aceita imposições, conforme o teor abaixo:

Em princípio ressalto que não faço parte do segmento espírita “inimigo da FEB”, que infelizmente existe, constituído por aqueles que nutrem verdadeiro ódio da instituição por conta da publicação dos livros de J. B. Roustaing e por outros motivos alegados que, sinceramente, não vejo razões para tamanha animosidade e muito menos para ódio, ainda mais no nível que há.

Mas já que, lamentavelmente, o “ódio espírita” é algo instalado em nosso movimento, com muito “amor” e muita “fraternidade”, e não se vê o menor esforço em discuti-lo nos congressos, temos que conviver com isto e continuemos a tocar os nossos barcos para a frente.

Muito pelo contrário, nutro carinho, respeito e consideração pela instituição.

Partindo do princípio que, em se falando de Espiritismo, temos o dever de zelar pela transparência em todas as nossas atitudes, tenho certeza absoluta de que a nossa Casa Mater do Espiritismo no Brasil, considerada pelos companheiros de outros países até mesmo como uma espécie de “Vaticano Espírita”, não terá a menor dificuldade em responder para mim e para todo o público espírita, de forma clara, cristalina e convincente o que levo em pauta aqui.

Por que motivo o senhor Clóvis Nunes, (foto ao lado), conhecido trabalhador espírita de Feira de Santana, na Bahia, é boicotado por todo o sistema federativo do Brasil, boicote este que é obedecido até mesmo pelos centros espíritas dos demais países, que seguem o que poderíamos denominar de “vaticanismo brasileiro”?

Estou citando o nome do Clóvis Nunes, mas usando-o para representar os diversos outros que sofrem o mesmo “índex librorum prohibitorum”, imposto pelo chamado movimento federativo, sejam Federações, Uniões Espíritas, AREs, CREs, USEs, AMEs... e os seus centros adesos.

Tenho consciência, assim como todo espírita lúcido deve ter, da responsabilidade indispensável de todos nós quanto a tribuna espírita, pois que, em nome da democracia e da liberalidade total, não se pode disponibilizá-la para falar pelo Espiritismo àqueles que contradizem a essência e a base doutrinária, comprometendo o postulado espírita, fraudando o pensamento de Allan Kardec e dos Espíritos da Codificação.

Até aí é compreensível que procedimentos especiais sejam exercidos pela instituição espírita responsável, todavia com inteligência, bom senso, coerência e honestidade, sempre às claras, de forma transparente e jamais às escondidas.

Todavia as proibições e boicotes a determinados nomes têm ocorrido, não por causa disto e sim por problemas de animosidades pessoais e, principalmente, por incompetência de dirigentes de centros e até diretores de federativas, absolutamente despreparados quanto ao conteúdo doutrinário, que, muitas vezes, por não serem detentores do nível de conhecimento dos expositores em questão, terminam por alijá-los do meio, a fim de que o seu público fiel freqüentador não perceba o quanto são liderados por dirigentes desqualificados para ocuparem cargos de direção em casa espírita.

Isto é lamentável e grave, senhores diretores.

O nível de conhecimento do pesquisador e estudioso Clóvis Nunes, por exemplo, está muito acima daquele encontrado na maioria dos dirigentes de instituições espíritas, inclusive de diretores de algumas Federações.

Privar o espírita de ouvir as palestras de Clóvis Nunes, com o volume gigantesco, valioso e inestimável de informações que ele tem, obtido em várias partes do mundo, inclusive universidades, centros científicos de pesquisas e até nos escaninhos mais íntimos do Vaticano, é de uma irresponsabilidade sem tamanho, é uma vergonha para as lideranças federativas que o boicotam e também um desrespeito ao público.

Através do conhecimento de Clóvis Nunes a Rede Globo simplesmente acabou com um dos maiores equívocos que se verificavam na televisão e na imprensa brasileira, durante vários anos, que era o costume de chamar o Padre Quevedo para dar opinião todas as vezes que era levada ao ar matérias, reportagens ou programas falando sobre mediunidade, reencarnação e assuntos ligados ao Espiritismo de um modo geral, participações aquelas que sempre eram infelizes, pois carregavam sempre o objetivo de denegrir a imagem do Espiritismo, com deboches e gracejos que invariavelmente traziam prejuízos terríveis. O “basta” foi um trabalho pessoal do Clóvis e as argumentações que convenceram a Globo de tal decisão foram também produto dos conhecimentos dele.

Clóvis Nunes conhece Allan Kardec em toda a sua abrangência e deveria ser mais respeitado por esse movimento que se apresenta como representante oficial do espiritismo nas diversas regiões. Ele conhece, também, inúmeros outros nomes destacados de cientistas e pesquisadores respeitados no mundo, não espíritas, que respaldam as idéias espíritas e que são desconhecidos pelo nosso movimento.


Desculpem-me, senhores, mas é uma vergonha boicotar um homem deste, assim como vergonhosas foram as atitudes tomadas por lideranças do movimento ao boicotar homens notáveis com o Dr. Hernani Guimarães Andrade, Dr. Henrique Rodrigues e vários outros verdadeiros gênios da pesquisa e da experimentação espírita, muito além do nível igrejeiro da maioria do universo que dirige casas espíritas.

Qual o argumento que é utilizado para tais atitudes?

Invariavelmente dizem sempre que o expositor boicotado é antidoutrinário, mas apenas dizem, somente dizem, sem enquadrar quais citações feitas pelo mesmo são antidoutrinárias e com base em quais livros, números, questões e tópicos das obras básicas firmam as suas argumentações que autenticam a proibição.

Outros chegam a tal nível de imbecilidade, que simplesmente boicotam outros apenas sob a argumentação de que são “polêmicos”.

Não conhecem a orientação de Allan Kardec acerca da polêmica.

Mais uma vez me desculpem, senhores, mas isto é lamentável e é uma vergonha, repito.

Por este documento quero sugerir à FEB, em nome da dignidade, da honestidade, da decência, da vergonha, da coerência, do bom senso e até da caridade, valor muito destacado por todos espíritas, que toda vez que uma instituição espírita federativa ou centro espírita adeso ao chamado sistema “febeano” tomar a iniciativa de vetar algum expositor, que tenha a dignidade de

1 – Assumir que está vetando, oficialmente e com documentação, e que sejam identificados os nomes das pessoas que assinam a sentença condenatória.

2 – Fazer o devido enquadramento dos motivos, rigorosamente com base não apenas nos cinco livros considerados como obras básicas, mas também na “Revista Espírita”, nas “Obras Póstumas”, na “Viagem Espírita” e em toda obra onde estão registradas manifestações do senhor Allan Kardec, partindo do princípio que é nelas que estão registradas as ações do Codificador, enquanto trabalhador espírita, já que não tem sentido alguém considerar que o próprio Kardec estivesse errado na prática da doutrina confiada pela Espiritualidade Superior a ele mesmo.

3 – Caso façam o enquadramento em algum livro da obra básica, citar qual tradução foi utilizada para tal embasamento, a fim de poder ser comparado com outras traduções e, principalmente, com o original francês da obra citada.

4 – Disponibilizar, ao vetado, acesso ao documento no qual ele foi enquadrado, para que tenha conhecimento e possa exercer o direito de defesa, caso queira utilizar.

Eu, particularmente, enquanto espírita que não admite que o meu sagrado direito de escolha seja cerceado e manipulado pelas conveniências de quem quer que seja, venho cobrar do sistema federativo as razões pelas quais Clóvis Nunes é impedido de falar nas federações e centros espíritas adesos a esse sistema:

Ele cometeu algum crime? Tem algum histórico de bandidagem, de delinqüência ou de comportamento que o comprometa moralmente?

Estou perguntando isto, mas sei muito bem que ele não tem qualquer histórico nesse sentido, como também não têm os outros expositores que sofrem o mesmo tipo de boicote. Mas pergunto então: Quais são os desvios doutrinários que os supostos censores o acusam?

Enquadrem, conforme a relação que coloquei aqui, e me enviem.

Será que alguém no meio espírita federativo vai ser capaz de tal procedimento?

Tenho quase certeza de que não terei resposta neste meu desafio. O argumento que vão utilizar é que “esta carta do Alamar não merece resposta”, mas no fundo já se sabe muito bem qual é a razão verdadeira, que é a falta de embasamento, porque, com certeza, eu, o Clóvis e outros leremos e analisaremos o possível relatório feito e vamos abrir toda a obra básica, bem como toda a Revista Espírita, avaliando criteriosamente e constatar se a fala ou escrita do “condenado” está ou não está de acordo com Kardec.

Lamento ter que tomar esta iniciativa de dirigir este tipo de correspondência à FEB, meus amigos, instituição essa a qual tenho respeito, consideração e admiração pelo seu histórico papel em prol do Espiritismo em nosso país, mas não posso ser omisso em relação a um problema tão sério, grave e de um nível de canalhice sem tamanho, praticado em um movimento que tem o dever de não cometer qualquer deslize, sobretudo de ordem moral.

Se a própria justiça brasileira, onde também há problemas de ordem moral, bem como a instituição policial, também conhecida pela população pela prática de arbitrariedades e até abuso da força, em momento algum admitem condenar até mesmo o mais perigoso criminoso e até cruel assassino, sem que esse tenha respeitado o seu sagrado direito de defesa, como pode a instituição espírita... logo a instituição ESPÍRITA!!!! admitir a estúpida, espúria, vergonhosa, ridícula e imoral prática de condenar pessoas sem que essas tenham respeitados esses seus sagrados direitos de defesa?

Os senhores já pararam para refletir no tamanho da gravidade de tal comportamento das instituições federativas espíritas?

Consultando as suas consciências, os senhores já se deram ao trabalho de observar o nível de imoralidade que isto representa?

Já discerniram no quanto essa imoralidade é tão comprometedora para a imagem do Espiritismo?

Será que não é muito pior essa prática, altamente indecente, do que uma simples citação de um palestrante que não seja exatamente conforme aquilo que a gente pensa?

Analisando friamente a questão, perguntemos:

Pergunto: Sinceramente, amigos, se tem alguém que deve ser impedido de falar em nome do espiritismo, seria o expositor que apenas, talvez, possa falar alguma coisa que não seja cem por cento conforme o pensamento do dirigente do centro ou a instituição que pratica tão elevada prática de imoralidade?

Espero que as lideranças do nosso movimento espírita se dignem a dar atenção a este sério e grave problema.

Apenas para fazer comparação de comportamentos, quero informar que:

Enviei correspondência aos senhores Ministro das Comunicações e ao Presidente da ANATEL, com conteúdo duro, denunciando abusos e pedindo providências acerca de problemas graves no sistema de telefonia do nosso país, recebi atenciosas respostas de ambos e também dos assessores os quais eles incumbiram para apurar as providências.

Enviei, este mês, correspondência ao senhor Ministro da Saúde, também duro, questionando sobre problemas de medicamentos falsificados, medicamentos genéricos, divergências graves nos diagnósticos médicos e o próprio me telefonou, falando sobre a carta, encaminhando o problema a seus assessores que, também, atenciosamente deram importância à queixa e me escreveram.

Será que no meio espírita é possível existir o mesmo tipo de respeito humano entre os seus confrades?

Ou será que vamos, mais uma vez, enfrentar a mesma frieza e indiferença com que trataram Leopoldo Machado, Deolindo Amorim, Hermínio Correa de Miranda, Carlos Imbassahy, Hernani Guimarães Andrade e tantos nobres espíritas que tentaram questionar possíveis equívocos praticados no movimento?

Agradeço pela atenção e fico na expectativa de algum pronunciamento.

Atenciosamente.

Alamar Régis Carvalho

alamarregis@redevisao.net
www.redevisao.net
www.alamarregis.com
www.partidovergohanacara.com
www.facebook.com/alamarregis OU www.facebook.com/alamarregis2


Editado pela última vez por Luiz Mario em Qui, 17/Jan/2013 10:05, em um total de 4 vezes.

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MensagemEnviado: Sáb, 12/Jan/2013 01:56 
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Registrado em: Qua, 09/Nov/2005 23:17
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Olá Pessoal,

Oi Luiz Mário.

Que coisa heim!!! (estranha e desagradável). Não tinha idéia que isso pudesse ocorrer (boicote a palestrante). Com certeza devido a minha completa ignorância em relação aos bastidores da FEB e aos Centros que a ela são adesos.

Imagino que os Centros adesos a FEB seguem diretrizes da FEB, claro! ... mas, novamente desculpe minha ignorância, como é que se dá esse controle?
Corrija-me se estou errado, devem existir milhares de centros espíritas nesse Brasil afora (alem dos no exterior), certo? Imagino que em 10 ou mais, 1 é filiado a FEB. Sei de muitos (muitos mesmo), inclusive com muitos médiuns, colaboradores e freqüentadores que fazem um trabalho sério a décadas e que não são filiados a FEB. Tudo bem que esses não filiados podem sofrer influencias da FEB no sentido de orientar os seus trabalhos, quer dizer, aderir a boicotes e ‘lobs’ externos (da FEB), mas ... como isso pode ser controlado? Milhares de palestrantes em milhares de centros fazendo palestras todo dia?

Não consigo entender como pode ser feito isso. O movimento espírita (até onde imagino), a despeito da presença da Federação, não possui uma voz de comando capaz de dirigir o movimento num só diapasão. Não estou querendo dizer que essas denuncias sejam inócuas ou sem interesse ... mas como?

Se a Igreja Católica, instituição milenar com todo o seu aparato não consegue nem chegar perto disso, haja vista, que um dos maiores contingentes de adeptos Católicos está no Brasil, no entanto, se voce for ver, tirando aqueles já consagrados rituais da liturgia Católica, mais do que decorados e automatizados, cada padre (e até bispos, heim) em seus sermões nas milhares de Igreja pelo país tem uma ‘pregação’ que, facilmente se percebe, possui idéias próprias e completamente afastadas das diretrizes, digamos, tradicionais daquilo que a igreja Católica define (publica) em seus documentos de orientação as congregações mundo afora e, claro, no Brasil também.

Quem viaja pelo mundo (aliás basta a América latina) vê claramente que cada congregação Católica, em ultima análise, diferem muito entre si. Então, como pode a FEB controlar quem vai ou não subir numa tribuna Espírita (incluindo-se aí as mais diversas correntes que, embora se digam seguidoras dos principios doutrinarios espirita 'kardecista' para dar o seu recado (sua interpretação)? Não vejo como?

Novamente falo, acredito sim que lobs e que manobras existam por trás dos panos, mas como pode? Como num país (‘liberado’, digamos assim) onde o sincretismo religioso come solto, uma cultura misturada (viralatíssima), uma cultura onde o fundamentalismo não tem a menor chance de se firmar (não passa de blá blá blá – sem pancadaria - nego aqui só briga mesmo por futebol ou dinheiro) um movimento religioso (no caso o espírita) por mais organizado que seja poderia exercer esse controle?

Novamente, sem querer esvaziar a denuncia, mas isso até parece paranoia.
Então, gostaria de me esclarecer sobre esse tema. Gostaria de saber quem são essas lideranças que emperram a liberdade de expressão nesse pais. Quais são os instrumentos (forças ocultas) que dizem quem vai dizer o que, onde e para quem?
Desculpe mas não consigo ver isso, ou melhor, só consigo ver isso como uma ‘pendenga’ pessoal. Posso até estar ‘míope’ ou ser ingênuo, ignorante (com certeza) e mudar de ideia se tiver mais informações (isentas) a respeito, mas ...

AlexG

Abraço


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