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MensagemEnviado: Seg, 28/Jan/2013 10:41 
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Localização: São Paulo
ESPIRITISMO E EVANGELISMO

Autor: Carlos Augusto P. Parchen
http://www.carlosparchen.net
c_a_parchen@yahoo.com.br

Temos visto, de forma cada vez mais freqüente, no meio Espírita, apelos e defesas para que se “evangelize” o Espiritismo, bem como se encontram ferrenhos defensores do Espiritismo como “religião”. Vêem-se mesmo colocações do tipo “...necessitamos é de evangelho....”.

Em minha opinião, o religiosismo e o "evangelismo" acabará por destruir o Espiritismo, pois se está abandonado a "...filosofia com base científica e conseqüências éticas e morais..." preconizada no Livro dos Espíritos, para um “evangelismo” exacerbado, transformando muitas Casas Espíritas em "igrejas", onde o ouvir palestras e tomar passes passam a ter “status” de rito religioso.

Nessas Casas, não se aprofunda e se discute mais a Filosofia Espírita de Vida, e não se discute como transforma-la em aprendizado, em habilidade, em aptidão.

Passamos a ter "estrelas" que ministram palestras, mais preocupados com a própria imagem, com o falar empolado, com técnicas avançadas de oratória, mas incapazes de serem animadores e promotores das mudanças pessoais e sociais.

Kardec nunca deu um aspecto religioso ao Espiritismo. Mostrem-me isso nas obras básicas! Isso não existe.

Não podemos abrir mão da Doutrina Espírita em nome de uma "religião espírita", acreditando que isso se "...corrige mais tarde...". Um edifício mal construído acabará desabando. Um alicerce mal feito não suporta uma obra de grande porte.

Kardec estabeleceu um tripé didático para a Doutrina Espírita: Filosofia, Ciência e Ética/Moral (e não religião).

A Ética e a Moral adotadas são a do Cristo, brilhantemente descrita no Evangelho Segundo o Espiritismo. Mas é ética e moral, aplicada em uma filosofia de vida, embasada em conhecimento científico.

O aspecto religioso do espiritismo, tal como concebido por Kardec, é íntimo, pessoal e individual. Não precisamos transformar as Casas Espíritas em "igrejas espíritas", pois isso nada acrescenta, só atrapalha.

Em "evangelismo", temos que reconhecer que existem algumas religiões muito eficientes nisso. Se vamos seguir por esse caminho, vamos aprender com elas.

Mas essa não será a minha opção. Não abrirei mão da pureza doutrinária estruturada por Kardec.

Assusta-me uma colocação como essa: "...precisamos é de evangelho...". Isso é quase um discurso do neo-evangelismo, das "modernas igrejas evangélicas".

Não é isso que precisamos. Precisamos de amor em ação, de caridade em ação, de ética em ação, de pensamento construtivo em ação, de efetivamente nos tornarmos criadores de uma nova realidade.

Precisamos é de Filosofia Espírita, de Moral Espírita, de Ética Espírita, e isso já está contido no Livro dos Espíritos, a principal obra do Espiritismo (e poderia até ser a única).

Precisamos transformar as Casas Espíritas em oficinas de aprendizado, em "fábricas" de habilidades e aptidões éticas e morais, em não em púlpitos de discursos e pregações, esteticamente lindas, belas, mas inócuas por não estimularem a evolução individual.

Cristo como modelo. Claro que sim. Somos todos admiradores desse ser. Mas procuremos conhecer o Cristo Histórico, O Cristo Humano, o Cristo Revolucionário, o Cristo que não tinha uma religião, que não fundou uma religião, que não se entregou as religiões, que VIVEU sua pregação, que tentava transformar ensinamento em aprendizado. Que seja ele o nosso modelo de construção de vida e de sociedade. O Cristo Vivo, não o Cristo das Igrejas e Religiões. O Cristo em nosso coração e nas nossas ações, e não no evangelismo pobre e limitador.

Esta é uma opinião pessoal, mas mais que isto, é uma crença pessoal, uma diretriz de minha conduta dentro da Doutrina Espírita. Compreendo e respeito quem pensa diferente. Reconheço-lhes esse direito. Mas lutarei tenazmente pelo Espiritismo Filosófico, Científico, Ético e Moral. E para evitar que nos transformemos em Igreja.

* * *
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O Espiritismo é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática, ele consiste nas relações que se podem estabelecer com os Espíritos; como filosofia, ele compreende todas as conseqüências morais que decorrem dessas relações.

Pode-se defini-lo assim:

O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, da origem e da destinação dos Espíritos, e das suas relações com o mundo corporal.

ALLAN KARDEC

in Preâmbulo do livro O QUE É O ESPIRITISMO

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MensagemEnviado: Qui, 31/Jan/2013 06:10 
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Registrado em: Qui, 13/Out/2005 18:48
Mensagens: 1507
Localização: São Bernardo do Campo
Penso eu, que a palavra Evangelísmo
é usada como pejorativo a qualquer comportamento dos espíritas
ante o próprio aperfeiçoamente ante a luz do Evangelho
quando estes reconhecem e promovem a necessidade da vivência Evangélica
em comparação e
devido a crescente exploração a esta auto-posição por aqueles que se intitulam Evangélicos e senhores donos da verdade.


O texto expressa apenas a opinião de seu autor
nada mais do que isso

como todos nós
que queremos estar
e também colocar nossas opiniões
no patamar de kardec.

Dizer que kardec nunca deu aspecto religioso
ao espiritismo
é o memso que dizer que kardec não disse que haveria consequências religiosas perante a adequação daquele que aceitasse o Espiritismo.

A esquestão é ao meu ver
o único aspecto religioso
que ressaltou-se no texto apontanda apenas os das religiões dogmáticas
perante aquilo que quer ao meu ver
para o espiritismo,
o Espiritismo possui sim um aspecto religioso
e se observarmos bem
o vemos vivenciado por kardec
para isto basta lermos o Livro O Céu e o Inferno
e o carater moral usado por Kardec
aponta para uma posição que envolve sim elementos religiosos
claros,
mas entendo que o é no papel que oferece o próprio Espiritismo.

_________________
Conheçe-te a ti mesmo.


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MensagemEnviado: Qui, 19/Set/2013 11:40 
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Registrado em: Qui, 06/Nov/2008 15:32
Mensagens: 1213
O que sou contra é a exarcebação do aspecto religioso sobre o fundamento, digamos, científico. Exarcebação religiosa, no meu entendimento, é sinônimo de fanatismo religioso, alienação sentimentalista-misticista, esse negócio de ficar glorificando pessoas (incluindo Jesus) e climas de aleluia, usar deus e espíritos ou cidades espirituais como muleta para a falta de autoestima ou segurança acerca da própria realidade. Tenho mais a dizer. Costumo ter aversão à bíblia e outras obras similares, como alcorão e torá.

São obras que, a meu ver, geram mais fanatismo e principalmente intolerância do que uma verdadeira iluminação interior.

Algumas críticas minhas são a idéia de que tais obras são a única verdade espiritual, assim como achar que Jesus é o único mediador entre deus e o homem. Assim como sou contra cânones conservadores que acham que os óbvios erros de interpretação escritos na bíblia não devam ser revisados, que acaba levando a muitos a convicções errôneas e mais intolerância. Acho um engano por parte dos espíritos achar que os fenômenos materiais deveriam ter parado. Há ainda muitas pessoas céticas que necessitam de provas concretas acerca da espiritualidade e, sendo assim, acredito que Emmanuel deveria ter continuado com aqueles espetáculos de materialização de espíritos, como exemplo.

Para ser sincero, vejo que a religião (principalmente cristianismo) tem muito a ver com pessoas que têm sexualidade reprimida assim como de identificação com o mundo moderno. Me parece que a maioria dos cristãos têm um caráter conservador e isso é um fator de intolerância. Um erro de nossa constituição foi ter, digamos, ter se deixado catequizar demais, não é verdadeiramente laica, pelo fato de ter o cristianismo em sua estrutura. Acredito que deva haver também uma revisão dessa constituição, mas desde que não transforme nosso país num estado totalitário-comunista ou fascista, tanto faz, como Cuba, China, etc.

Também sou contra patriarquismo e matriarquismo, ainda mais nas religiões, que conservam estas ideologias retrógradas. Não sou a favor da idéia de um deus pessoal, que já me é suficientemente refutável, pela própria estrutura da causalidade. Entre outras coisas...

E acredito que tentar refutar outras doutrinas só com base na bíblia é exemplo de fanatismo religioso.


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