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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Seg, 31/Out/2011 17:05 
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Paz plena... Caro irmão forista, um grande abraço.
Como já deixei claro em meus escrito, digo que no dia 12/01/1980, quando fui levado à Clínica Pinel, enquanto vivia um intenso fenômeno mediúnico, recebi da "espiritualidade uma revelação" de que havia um prazo de "20 anos".
É lógico de que no dia eu não compreendi o recado, mas com o decorrer dos anos passei a entender o aviso sobre o prazo. E só depois de vencer o prazo de 20 anos no dia 12/01/2000 foi que comecei realmente a publicar para muitas pesosas sobre os meus fenômenos mediúnicos.
Em Julho de 2002 comecei a escrever artigos para o jornal O TEMPO. Veja esse que foi enviado em 03/12/2002:
Citação:
18 - DEUS E A DIVINDADE
Julguei brilhante a coluna do José Reis Chaves de 02/12/2002. Considero-me como gnóstico, dualista e evolucionista, por isso vou comentar um pouco sobre Deus e a Divindade. A nossa visão e compreensão da Divindade também se evolui.
Para falar de Deus qualquer um pode, mas para sentir a sua presença torna-se necessário ser perfeito, ter puro o coração e eliminar todos os princípios ou dogmas, que cerceiam a nossa liberdade de pensar. “Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade” (Jo 4,24). Precisamos entender e viver como Jesus ensinou: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra” (Jo 4,34). Hoje refiro à Divindade ou a Deus como Deus-Pai-Mãe, pois o Espírito Divino só se aproxima quando estamos prontos para recebê-lo e aptos para tornamo-nos co-participantes da evolução de tudo e de todos.
O Deus apresentado em muitas passagens bíblicas, onde se pode ver um Deus anticristão e cheio de tramóias das mais vis, eu nunca queria encontrar. Essa idéia sobre Deus criou muitos ateus e incrédulos.
Sempre procurei o Deus do “Não matarás. Não cometerás adultério ou seja plenamente fiel. Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. Encontrei o Deus-Pai-Mãe-Criador, pleno de amor, compreensão, bondade, vida, sabedoria, perfeição, simplicidade e humildade, que sempre me deixou livre para agir. Como se pode ver para mim Deus e a Divindade são formas diferentes para apresentar o mesmo Espírito perfeito. Tudo depende do nosso grau evolutivo e só alcançamos a evolução por nosso próprio esforço. Rosário Américo de Resende, ex-professor da UFMG. Belo Horizonte, 03/12/2002.

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Paz plena... Rosário. ("Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - João 8,32).


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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Seg, 14/Nov/2011 20:34 
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Paz plena... Caros irmãos foristas, um grande abraço.
Deus quem ou o que é:
viewtopic.php?f=12&t=3813&p=138462#p138462

Deus não é:
viewtopic.php?f=12&t=3813&p=138470#p138470
Citação:
Porque as religiões com seus inúmeros teólogos, que deveriam nos ajudar a compreender cada vez mais a bondade e a perfeição de Deus, nos ensinaram e ainda ensinam que:
Deus faz opção de pessoas;
Deus condena para a eternidade;
Deus só perdoou a humanidade porque alguns homens crucificaram a Jesus;
Deus exige a cegueira da fé para a conquista da salvação;
Deus mandou pagar os dízimos para o bem estar dos pastores;
Deus mandou sim matar os inimigos do povo dele;
Deus castiga aos desobedientes, mesmo tendo dado plena liberdade de ação a todos;
Deus castigou Adão e Eva porque desobedeceram a ordem para não comerem do fruto da árvore do bem e do mal
e etc.

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Sex, 09/Dez/2011 21:56 
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Paz plena... Caros irmãos foristas, um grande abraço.
Vejam o e.mail que enviei hoje (9/12/2011) para um amigo internauta...:
Citação:
Paz plena...
Luciano, um grande abraço.
Fui ao endereço indicado, mas só dei uma olhada, pois tenho certeza de que Jeová não é Deus e que todos os pregadores cristãos (católicos, protestantes e evangélicos), que ouço ou vejo pelas TV's não sabem NADA realmente sobre a bondade e perfeição de Deus.
O "Deus dos cristãos" é na realidade um mixto de enganação e ignorância. Com sinceridade não consigo saber quem está enganando ou quem ainda está numa completa ignorância sobre Deus, mas, para mim, todos usam o nome de "DEUS" em vão.
O "Deus de quase todos os cristãos" ainda é aquele que só perdoou a humanidade do "pecado de desobediência de Adão e Eva (que não existiu)" porque alguns homens pregaram o homem Jesus na cruz.
Paz plena... Rosário.

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Seg, 12/Dez/2011 07:14 
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:o Nossos irmãos de outros credos cristãos fazem uma ideia absolutamente deturpada do que vem a ser Deus...
:roll: Humanizaram demais Deus, no sentido de conceber a Ele as emoções (boas ou más) que o homem tem aqui na Terra.
:roll: Acham que Deus encarnou na Terra, MORREU (pasmem), e SUBIU aos céus (mas fazer o que com o corpo lá encima??).
:wink: Uma outra coisa que não atentam, como ficaria o imenso universo quando o "chefão" estaria pairando por aqui, este minúsculo grão areia azul. Quem "assumiria" o comando deste mesmo imenso universo no lugar Dele??

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ESPÍRITAS, AMAI-VOS, EIS O PRIMEIRO ENSINAMENTO; E INSTRUÍ-VOS, EIS O SEGUNDO!


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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Seg, 12/Dez/2011 09:23 
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Paz plena... Rasek, um grande e fraternal abraço.
Realmente a visão de quase todos os teólogos e da maioria dos religiosos sobre Deus é incompreensível para quem já conhece a Doutrina Espírita (D.E.). Pela D.E. passamos a ter uma visão melhor de como age a ESPIRITUALIDADE, que é o conjunto de todos os espíritos, mas quase todos os religiosos e, principalmente os envolvidos pela fé cega, pensam que, quando um "espírito amigo" aproxima deles, é o próprio Espírito de Deus que está aproximando.
Passei a compreender isso muito bem, depois de ter iniciado os estudos práticos e teóricos da D.E., pois em Janeiro de 1980, quando ainda não conhecia nada sobre a D.E., pensei que estava recebendo relevações do Espírito Santo, como ensina da Doutrina Católica.
Isso em princípio foi uma verdade sim, pois em Agosto de 1983, recebi uma revelação, que me explicou que o famoso "Espírito Santo" dos cristãos é na realidade o conjunto de todos os espíritos criados, que estão desencanrados ou vivendo na erraticidade.
Então quando um espírito criado e desencarnado aproxima de uma pessoa é na realidade um elemento do conjunto "Espírito Santo", que está se aproximando.
Gostaria de saber onde está escrito no Evangelho Segundo o Espiritimso esta frase:
"ESPÍRITAS, AMAI-VOS, EIS O PRIMEIRO ENSINAMENTO; E INSTRUÍ-VOS, EIS O SEGUNDO!"

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Seg, 12/Dez/2011 11:54 
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:D No capítulo VI, nº 5 (Advento do Espírito da Verdade).

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Seg, 12/Dez/2011 22:33 
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Paz plena... Rasek, um grande abraço.
Muito obrigado. Eu sabia da existência deste ensino do Kardec, mas há alguns dias atrás eu procurei e não encontrei.
Agora já tomei nota no meu exemplar do Evangelho Segundo o Espiritismo.

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Sex, 30/Dez/2011 20:57 
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Paz plena... Caros irmãos foristas, um grande abraço.
Gostaria de ouvir a opinião de outras pessoas, pois em função do meu diálogo com a irmã Sarah, cheguei à conclusão que seria útil abrir um tópico e fazer uma pesquisa aqui no Portal sobre a forma que cada um pensa sobre a Bíblia e a Codificação, se ambas ou uma só são ou não de origens divinas.
Peço então para que cada um dê o voto no endereço seguinte sobre a pesquisa:
viewtopic.php?f=13&t=5944&p=138992#p138992

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Seg, 16/Jan/2012 20:41 
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Paz plena... Caros irmãos e amigos foristas, um grande abraço.
Vejam o e.mail que enviei no dia 12/01/2012 para um grupo de amigos da internet:
Citação:
Paz plena...
Nestor, um grande abraço.
Desde o dia 05/01/1980, quando aceitei a verdade da reencarnação e entendi que tinha aprendido princípios intocáveis e verdadeiros para mim, mas que na realidade não eram verdadeiros, então comecei a refazer todas as minhas formas de pensar.
Agora nunca perdi a minha confiança em Deus, que até Abril de 1984 era só crença, num SER SUPERIOR que pode ter mil nomes, mas sempre será uma Inteligência Suprema (OLE 1), a causa primeira de todas as coisas.
O Kardec conseguiu desvendar ou retirar o véu sobre o ENIGMA da ESPIRITUALIDADE, que é o conjunto de todos os espíritos e Deus também é um Espírito (João 4,24), plenamente bom (Mt 19,17; Mc 10, 18 e Lc 18,19), perfeito (Mt 5,48) e para sentir a presença dEle tem que ter puro o coração (Mt 5,8), que trata a todos de uma forma igual (Mt 5,45).
Um dos grandes problemas que os sábios cientistas terão que resolver é a prova da não existência de Deus, pois todo crente de qualquer religião aceita a existência de Deus.
Para os crentes fica facílima provar a existência de Deus, pois basta ver e analisar as belezas da criação de tudo o que existe no Planeta Terra e na imensidão do Cosmo (passei a escrever Cosmo no singular para não permitir a ideia da existência de outros "cosmos") finito, mas o espaço cósmico é infinito. Para começar a entender e pensar no infinito pense na figura da RETA, que não tem início e nem fim.
Vou dar mais uma forma da ideia infinita: "Toda contagem não tem fim, pois sempre será possível somar mais uma unidade num conjunto de unidades. Agora todo número, mesmo que seja imenso, representa uma quantidade definida, determinada e então é finita".
Paz plena... Rosário.
Eu só consegui falar e até demonstrar a perfeição sobre a existência de Deus por meio da MATEMÁTICA.
Para compreender um pouco mais sobre o "espaço cósmico infinito" digo para pensar num PONTO (figura matemática, que não possui nenhuma dimensão) e depois comece a pensar em outros pontos na imensidão do Cosmo, imagine sempre uma reta que passe pelo novo ponto pensado e pelo PONTO inicial, e ai entenderá que tudo está ligado àquele PONTO inicial. Muitos pensam que este PONTO inicial, ao qual tudo está ligado, representaria o próprio Espírito de Deus outros ainda pensam que Deus seria o imenso conjunto cósmico no qual tudo está contido ou não existe nada fora dele.

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Ter, 14/Fev/2012 22:51 
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Paz plena... Irmãos foristas, um grande abraço.
Eis o item I Deus do meu blogspot:
I – Deus.
Deus é o Espírito Incriado e o primeiro Criador, que deu o início à criação do nada absoluto. Deus não é o único Criador, pois não guardou o segredo de criar só para Ele, pois isso nunca seria perfeito ou divino, mas um ato bem egoísta.
Deus é o Espírito (Jo 4,24) perfeito (Mt 5,48), bom (Mt 19,17; Mc 10,18 e Lc 18,19) e puro (Mt 5,8), que ama imensamente a todos. Deus é Único (Dt 6,4), Uno e não trino, como foi imposto pelo dogma da Santíssima Trindade. Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10, 17; At 10,34 e Tg 2, 9). Deus trata a todos, maus e bons, justos e injustos de uma forma igual (Mt 5,45). O mesmo ensinamento está na parábola dos trabalhadores da vinha (Mt 20,1 a 15). Essa parábola demonstra uma grande injustiça conforme os parâmetros humanos, mas Deus com uma infinita bondade, sabedoria e perfeição, trata a todos de uma forma plenamente igual. Toda vez que lia essa parábola ou ouvia explicações sobre a mesma sempre vinha à minha mente esses pensamentos: “Onde estavam os trabalhadores, que só chegaram ao local para serem contratados na undécima hora? Estes seres humanos eram preguiçosos ou omissos e só foram para o local da contração na última hora, apenas para terem a desculpa de que não trabalharam porque não foram contratados! Os que trabalharam apenas uma hora receberam igual aos que trabalharam 12 horas e isso nunca foi e nem é justo!” É por isso que digo que o termo justo não é adequado para fazer referência a Deus por causa de sua infinita bondade. Também está profetizado no Apocalipse, que no futuro, todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, irão ser tratados da mesma forma (Ap 13,16).
Quem fala em mistério, referindo-se a Deus, é porque ainda não conhece a Verdade sobre Deus e se satisfaz com o mistério em torno de Deus. Deus não faz opção ou acepção de pessoas e trata a todos de uma forma plenamente igual (Mt 5,45 e 20,1 a 15).
Deus, antes de iniciar a criação, planejou tudo, respeitando plenamente a liberdade de todos, até daqueles, que iriam fazer planos contrários ao plano dele, mas que nunca seriam completamente realizados, pois ninguém pode complicar o plano de Deus. No plano de Deus está incluso, como objetivo primordial, que todos irão ser perfeitos e puros no futuro; isto é: todos irão alcançar a salvação, então não existem as penas eternas. Veja que após o pagamento de toda a dívida o homem e ou o espírito fica livre (Mt 5,26 e 18,34).
Deus é onisciente e onipotente, ele dirige tudo no Cosmo, mas respeita plenamente a liberdade e a vontade de todos. Deus tem sabedoria e bondade infinitas. Quando chega o momento exato Deus aproxima e liberta um SER HUMANO de tudo o que o prende e bitola a sua liberdade plena e absoluta, e até de pensar, como é a base da Teologia Dogmática. O SER para se libertar tem que ter tido o nascimento do alto (Jo 3,3 e 7), pois só assim fica em condições de entender a Verdade, que liberta (Jo 8,32). Após ter vivido o nascimento do alto, o ser fica em condições de receber o batismo pelo Espírito e pelo fogo (Mt 3,11 e Atos 1,5) e assim se prepara para receber as revelações do próprio Espírito de Deus. Realmente só Deus sabe a hora certa (Mt 24,36 e Mc 13,32) para agir em função da evolução planetária e ou cósmica. As revelações, depois de analisadas e muito bem compreendidas, serão divulgadas para todos, mas apenas poucos estavam ou estarão em condições de compreender e aceitar as revelações, que foram ou vão sendo recebidas. Foi por isso que Jesus foi condenado à morte como um blasfemo (Mt 26,65 e 66).
O Deus do Antigo Testamento nos foi e ainda é apresentado com os mais vis erros dos tiranos humanos, fazendo promessas de conquistas de terras de outros (Ex 3,8); destruição dos inimigos (Ex 7 a 12 e 14); condenação ao anátema dos povos da Palestina (Js 5,13 ao cap. 12); vingança contra os descendentes de inimigos do passado (1Sm 15, 1 a 3) e muitos outros relatos vis e mesquinhos. E, para os teólogos cristãos, o Deus do Novo Testamento só perdoou o “pecado” da desobediência de Adão e Eva depois de ver o sangue de Jesus derramado na cruz (Mt 26,36 a 46 e 27,27 a 50). Essas atitudes não foram e nunca serão atitudes de um ser perfeito, bom e sábio.
DEUS é o ETERNO PRESENTE. O verdadeiro libertador de todos os ensinamentos sofistas é o próprio SER, o “Eu Sou”, que cada um é e que pode ter ou não o auxílio direto do Espírito de Deus, que lhe revela a Verdade no instante adequado para aquele momento planetário ou cósmico. A Verdade só será revelada quando o profeta já estiver preparado. O profeta, após receber e compreender a Verdade revelada, então a transfere aos outros e cada um a absorve conforme as suas condições evolutivas. Sabe-se que a maioria quase absoluta dos líderes religiosos (cito aqui apenas os membros da hierarquia da ICAR) não aceita novas Verdades reveladas, em função dos princípios ensinados como “dogmas”. Todos os dogmas são indiscutíveis, apesar de terem sido criados para pôr um término sobre discussões sem soluções entre os teólogos ou grupo de teólogos.
Ninguém pode esquecer que a “omissão” foi ensinada como uma forma de pecado, então todos aqueles que silenciam em torno de novas ideias, estão sendo omissos, mesmo que sejam ideias contrárias à sua crença.
Deus se revela sim, mas também existem as revelações de outros espíritos. O problema então fica na condição e na capacidade de diferenciar as revelações por aquele, que as recebe da Espiritualidade. As revelações de Deus acontecem, mas só quando chegam as horas certas e também quando os profetas já estejam adequadamente preparados para aquele momento planetário ou cósmico. Só Deus sabe a hora certa de se revelar (Mt 24,36 e Mc 13,32) e também de revelar as verdades verdadeiras.
Quem defende que Deus desejou ou deseja ser cultuado ou adorado, ainda não sabe quem é o próprio Deus. O culto e a adoração a Deus põem em destaque os líderes religiosos como representantes de Deus, mas Deus mesmo não exige e nem deseja ser cultuado ou adorado. O desejo de ser adorado e cultuado é próprio de espíritos criados, que ainda possuem desejos egoístas e tirânicos, e, que ainda não conquistaram a verdadeira humildade advinda da sabedoria, que também deve ser conquistada por todos, que foram criados.
Quem falou para o profeta Samuel para destruir o Amalec e o povo dele não foi o Espírito Deus, mas um espírito desejoso de vingança para com os amalecitas (1Sm 15,1 a 3), em função do que aconteceu antes (Ex 17, 8 a 17), quando houve uma batalha entre os israelitas e os amalecitas com a vitória dos israelitas, que receberam o auxílio de Iahweh. A ordem de vingança foi registrada no Deuteronômio 25,17 a 19: “Lembra-te do que Amalec te fez no caminho, quando saístes do Egito: ele veio ao teu encontro no caminho, quando estavas cansado e extenuado e, pela tua retaguarda, sem temer a Deus, atacou a todos os desfalecidos que iam atrás. Quando Iahweh teu Deus te der sossego de todos os inimigos que te cercam, na terra que Iahweh teu Deus te dará para que a possuas como herança, deverá apagar a memória de Amalec de sob o céu. Não te esqueças!”. Quem apareceu para o profeta Isaías (Is 6,1) não foi o Espírito de Deus, mas o espírito do rei Ozias, que tinha acabado de se libertar do corpo de carne (tinha falecido).
Mistério da Trindade - Quem começou a defender esse mistério foram pessoas com conhecimentos incipientes sobre a bondade e perfeição de Deus e o mistério para eles, após ser imposto como dogma, foi aceito como algo definitivo e por isso o mistério permaneceu como mistério por muitos séculos. Nos primeiros séculos do cristianismo existiram grupos rivais e participantes de um grupo eliminavam membros de outros. A maior divergência foi sobre a identificação da pessoa de Jesus. Vou citar aqui alguns destes grupos rivais: cerintianos, elcasaístas, adocionistas, ebionitas, docetistas, gnósticos, marcionistas, sabelianistas, montanistas, donatistas, arianistas, marcedonianistas e outras.
Os teólogos confundiram o sistema da procriação humana, que é realizada por meio da união sexual de um homem com uma mulher e assim nasce um filho ou uma filha, com a criação de Deus e criaram o dogma do Deus Uno e Trino. Mas, como toda ignorância chega ao fim, esse mistério também teve o seu fim, pois o próprio Espírito de Deus deu a revelação explicativa do mistério criado pelos teólogos. Deus é apenas a 1ª pessoa do Mistério da Santíssima Trindade criado pelos teólogos católicos ou cristãos no século IV da Era Cristã. Deus é Único (Dt 6,4). (Vide a explicação na 3ª carta para o bispo Dom Célio de Oliveira Goulart, que foi complementada pela carta para o Dr. Carlos Magno Ramos (2)).
Veja este texto da 3ª carta para o bispo Dom Célio (2):
Em 24/08/1983, recebi a explicação do mistério da Santíssima Trindade, e vou expor aqui o que consegui escrever naquele dia, apesar da grande emoção sentida:
- ‘O Pai cria os seus filhos ignorantes. Tudo que o “Pai” criou, cria e criará é puro e santo. Pelas encarnações, que são experiências em corpos de carne, e pelo livre-arbítrio, eles, os filhos e filhas de Deus, evoluem, buscando a sabedoria e a perfeição. A meta das criaturas materializadas ou vivendo na matéria, desde o reino mineral até aos homens, representando o “Deus-Filho”, é serem espíritos puros ou anjos.
Os espíritos desencarnados ou almas, libertas dos corpos de carne ou da matéria bruta, representam o “Deus-Espírito-Santo”.
Deus-Pai é o Pai de todos os filhos e filhas encarnados, que vivem na matéria e desencarnados, que estão livres da matéria bruta. Igual ao “Pai” ninguém poderá ser, pois o “Pai” não teve princípio e nem terá fim, mas nós fomos criados à sua imagem e semelhança.
No processo de evolução, que é a busca da sabedoria, os filhos e filhas de Deus passam por vidas sucessivas e estas podem ser sofredoras ou alegres, dependendo dos carmas a se pagarem: colhe-se aquilo que se semeia. Quando o processo de desenvolvimento estiver bem evoluído ou adiantado, não é mais necessária a encarnação em corpos de carne, e essa só ocorre em casos de missão e auxílio aos irmãos em evolução: “amor sublime para com todos, e fidelidade plena a Deus”.
O “Pai” dirige tudo, e só Ele sabe o que acontece com cada filho, mas Ele precisa da nossa aceitação e ação, para poder intervir na evolução da sua criação.
O juiz de tudo é: primeiro, o próprio filho, que saberá se cumpriu bem ou não a sua missão, pelo remorso ou pela paz interior; segundo, os outros, mas não podemos julgar nossos irmãos.
Os filhos, no plano espiritual, estabelecem as metas a serem cumpridas nas próximas vidas, ou aceitam as decisões e tarefas dos mais sábios, quando não podem ainda optar, pois são novos, ou possuem pesados carmas a serem pagos’.
Tem-se aqui a explicação do Mistério da Santíssima Trindade: “Um só Deus, em três pessoas distintas: Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito-Santo”. Então a ideia de Deus aqui se refere ao “Todo”, como está claro na exposição anterior. Deus-Pai, o Espírito Incriado, não é o “Todo”, e nem está no “Todo”, mas é parte deste “Todo”. O que chamo de Deus é apenas o Pai.
Em todas as correntes filosóficas sobre Deus existem verdades e sofismas. O mistério foi a saída ou fuga dos estudiosos, teólogos ou não, pois não queriam se humilhar dizendo que não sabiam como explicar fatos e acontecimentos ainda inexplicáveis por causa da condição evolutiva do próprio Planeta Terra ou do gênero humano.
Somando os meus conhecimentos teológicos, matemáticos e filosóficos, digo:
1) Deus-Pai é comparado com a figura da reta. Todo matemático sabe que uma reta não tem início e nem fim. Deus não teve início e não terá fim. Uma reta é construída por uma sequência infinita de pontos na mesma linha e todas as retas são iguais. Por um mesmo ponto, pode passar um número indefinido de retas, com apenas um ponto em comum, e todas são realmente iguais, enchendo todo o espaço cósmico, que é também infinito.
2) Nós, que fomos criados, somos comparados com a figura da semireta. Todo matemático sabe que uma semireta tem início, e não tem fim. Nós também tivemos início, e não teremos fim. Nós não somos todos iguais, pois fomos criados em momentos diferentes, e o criador nem é sempre o mesmo.
3) O Mistério da Santíssima Trindade: Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito-Santo, três pessoas distintas, mas um só Deus. Deus aqui é comparado com o maior conjunto possível, cosmicamente falando. Cada espírito, cada ser vivo, cada célula e cada átomo são elementos deste “imenso conjunto cósmico”, que pode ser dividido em milhares de subconjuntos. Cada ponto é um elemento deste imenso conjunto, que é o infinito espaço cósmico, que continua sendo espaço livre, pois tudo aqui são só ideias e conceitos abstratos, dentro de conceitos racionais e lógicos. Deus-Pai, a quem realmente chamo de Deus, é um elemento deste conjunto também. Jesus já nos ensinou: “Mas vem a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, pois tais são os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade” (Jo 4,23 e 24).
4) Dividindo o grande conjunto cósmico em três (3) subconjuntos, temos:
a) Deus-Pai-Mãe-Criador, o Espírito Incriado e primeiro Criador, é um conjunto de um só elemento, já que ninguém é igual ao Pai.
b) Deus-Espírito-Santo é o conjunto de todos os espíritos criados, que estão libertos dos corpos de carne. Então cada espírito livre da matéria bruta é um elemento deste conjunto (subconjunto), que é o “Espírito-Santo”.
c) Deus-Filho é o conjunto de tudo aquilo que existe no reino da matéria, pois a matéria também foi criada, desde o átomo até a um planeta, desde o microscópico vírus até ao ser humano, que é o rei da criação. Então cada ser vivo é um elemento deste conjunto (subconjunto), que é o “Deus-Filho”.
Veja este texto da carta para o Dr. Carlos Magno Ramos:
‘Conforme os ensinamentos do catolicismo, protestantismo e dos pentecostais, Deus é um Deus Trino: “Um só Deus, em três pessoas distintas: Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito-Santo”.
Essa incógnita complicou a cabeça ou a mente de muitos teólogos, que foram os responsáveis por muitos princípios sofistas e encontraram a solução ou saída pelo mistério, que ninguém consegue explicar. Denomino como “mistério”, o orgulho e a vaidade dos sábios, já que não tiveram a humildade de contar ou revelar que não sabiam nada como explicar este ou aquele assunto em estudo.
Chamo realmente de DEUS, apenas, o Espírito Incriado ou Deus-Pai-Mãe, que é o primeiro Criador. Deus iniciou a criação, mas Ele não é a criação. Deus não é o “Todo” e nem está no “Todo”, mas Ele é um elemento do “Todo” e, então, faz parte do “Todo”. Deus não guardou só para si a capacidade de ser “o único criador”, então existem muitos outros criadores.
Utilizando-se dos conhecimentos da matemática, pode-se dizer que toda contagem inicia-se com o número “um” ou com a primeira unidade, que está contido em todos os números seguintes, então faz parte da quantidade total existente e é um elemento dela. Também digo que, tudo na geometria, inicia-se pela figura do “ponto”. Qualquer outra figura geométrica é um conjunto de pontos e o primeiro ponto é um elemento dessa figura ou desse conjunto.
Como o ponto está contido em toda figura geométrica e a primeira unidade, ou o número 1, também está contida em todos os números seguintes, então surgiram as ideias sofistas do monismo, do panteísmo e até do politeísmo com relação a Deus.
Tudo são ideias subjetivas sobre a busca do conhecimento do infinito, do próprio ser humano e de Deus, que é um espírito puro entre muitos outros espíritos.
Comparo Deus com a “reta”, que não tem início e nem fim, e nós, que fomos criados simples e ignorantes, com a “semireta”, que tem início e não tem fim.
Quem comparou ou compara Deus com o ponto ou com a primeira unidade, perdeu-se ou se perde na própria liberdade de pensar, já que não consegue diferenciar mentalmente ele mesmo de Deus, que é a plenitude da perfeição. Esse se perdeu e se complicou no labirinto, formado dentro de sua própria mente, já que não consegue pensar infinitamente, e, tenta fazer de Deus, um protótipo humano e daqueles bem imperfeitos mesmos’.
Muitos, que dizem: Deus está dentro de mim, confundem Deus com o próprio espírito que cada um é e que está reencarnado num corpo de carne. A estes faz muita falta o autoconhecimento, pois cada um tem a sua identidade cósmica.
Eis o que escrevi na encíclica: “A Alegria do Evangelho” (6g): (“É a união dos povos, que, na ordem universal, conservam a sua própria peculiaridade; é a totalidade das pessoas em uma sociedade que procura um bem comum que verdadeiramente incorpore a todos”. Pág. 133 – Item 236). Em função do labirinto das ideias, que foi criado pelos seguidores de Jesus nos quatro primeiros séculos da Era Cristã, ficou quase impossível para que o Espírito de Deus continuasse revelando a Verdade. Foi necessário mais 16 séculos para que Deus pudesse revelar a Verdade e assim todos agora podem compreender a Verdade Plena (Jo 16,13). Aqui está oculta uma grande verdade com o relato da Torre de Babel (Gn 11,1 a 9), mas o mesmo deve ser compreendido de uma forma inversa: “Deus desceu no final do século XX para unir os povos”. (25/01/2014).
Que está neste endereço:
- I Deus.
http://pazplena.blogspot.com/2012/02/te ... -deus.html

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Editado pela última vez por Rosário em Qui, 10/Mar/2016 20:00, em um total de 3 vezes.

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Sex, 02/Mar/2012 23:11 
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Paz plena... Caros irmãos foristas, um grande abraço.
No dia 23 de Fevereiro de 2012 dei mais uma palestra sobre DEUS e acrescentei mais algumas perguntas na minha relação de perguntas, cujas respostas terão que ser SIM ou NÃO.
O início das perguntas está neste endereço:
viewtopic.php?f=12&t=5819&p=136524#p136524
E aqui vou incluir as novas perguntas e a minha respostas:
23b) Você sabe o que significa a palavra Bíblia? Sim.
24b) Jesus é um Espírito? Sim.
48) Jesus foi enviado por Deus para salvar a humanidade? Não.
49) Deus já enviou ou envia mensageiros a Terra? Não.
50 ) Você já sabe quem é você? Sim.
51) Você tem medo? Não.
52) Você é feliz? Sim. (A felicidade só depende de você).
53) Você já pecou? Não.
54) Você sabe o que é Teologia? Sim.
55) Você sabe o que significa a palavra Teologia? Sim.
56) Você é católico? Sim.
57) Você é católico, apostólico, romano? Não.
58) Você sabe o que significa a palavra “católico”? Sim.
59) O Livro dos Espíritos nos dá uma clara noção sobre Deus? Não.
60) Podemos falar que Deus é a Verdade? Não.
61) Podemos falar que Deus é a Verdade Absoluta? Sim.
62) Você sabe explicar o que é o infinito? Sim. (OLE 2 e Reta)
63) O seu infinito é perto? Não.
64) O seu infinito é longe? Não.
A seguir irei dar as minhas explicações sobre cada resposta.

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Sex, 02/Mar/2012 23:19 
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Paz plena... Caros irmãos foristas, um grande abraço.
23b) Você sabe o que significa a palavra Bíblia? Sim.
“Bíblia” é uma palavra grega, que significa o plural de livros em grego, cujo singular é “Biblion”. Esta palavra não foi traduzida para o latim e nem para o português, ela foi apenas transliterada para as duas línguas. (Observação: essa pergunta não fez parte das primeiras 47 perguntas e por isso não teve nenhuma resposta do grupo que participou da pesquisa).

24b) Jesus é um Espírito? Sim.
Por meio da Espiritologia torna-se possível compreender e discernir a identidade dos espíritos, como também o nível evolutivo dos mesmos (1Jo 4,1 a 3 e Codificação de Kardec).
Jesus é um “espírito criado”, como todos os seres humanos também foram criados em espíritos algum dia. Jesus nasceu como todos os seres humanos nascem.
Veja trechos da carta que escrevi para o frei Basílio em 20/11/1994:
1º) Quero falar aqui de um assunto muito sério, que é outra tese que defendo, cujo nome só será revelado depois. Essa tese me colocará em choque com teólogos católicos e cristãos em geral e com todos os que são cegos de fé ou mesmo fanáticos.
Primeiro preciso fazer um resumo sobre o que já escrevi no meu diário de n° 1, páginas 30, item 6; 77 e 86: “Revisão de Dogmas”. Não conheço todos os dogmas, mas alguns têm que serem realmente explicados ou até revogados. Para mim hoje “dogma de fé é uma forma, que foi arranjada por aqueles, que mandavam e sabiam menos, imporem a vontade deles como se fosse a vontade ou a lei de Deus”.
Um erro é defender a perda da virgindade como um ato pecaminoso, por isso os teólogos tiveram que defender que Maria de Nazaré foi sempre virgem, mesmo sendo a mãe de Jesus; e outro erro é defender a “concepção pelo Espírito Santo”, pois isso pode até ser considerado como um adultério, já que Maria foi concebida do Espírito Santo e era esposa de José.
Maria foi realmente concebida sem pecado, pois ela já era pura e santa antes de reencarnar, também muitos outros foram concebidos sem pecados e sem nenhuma culpa passada. O ensino da concepção pelo Espírito Santo foi defendido como necessário, porque numa certa época muitos teólogos e doutores da Igreja, que em muitos casos cometeram grandes erros no campo sentimental, e, às vezes participaram até de orgias sexuais antes de suas conversões, consideraram a relação sexual como pecado. Devido a essas considerações e como Jesus não poderia ser fruto de nenhum pecado humano (relação ou ato sexual), então era preciso inventar uma nova fórmula e defender também a virgindade de Maria como ato de fé (dogma?). Maria deveria ser virgem sim antes do casamento, disto não duvido, pois ela já era santa e dedicada a Deus.
2º) O assunto da concepção pelo Espírito Santo está muito claro em Mateus 1,18 a 25. Em Lucas 1,26 a 38, vemos a anunciação do anjo a Maria sobre o futuro nascimento de Jesus, fato ocorrido também com Zacarias com relação ao nascimento de João Batista (Lc 1,11 a 25), com a mãe e depois com os pais de Sansão (Jz 13), como também com Abraão e Sara sobre o futuro nascimento de Isaac (Gn 18,9 a 15). A anunciação é uma verdade comprovada pela Bíblia. Marcos e João não fazem referências à concepção espiritual e nem à anunciação, então se pode concluir que cada um escreveu o que julgou ser o melhor. Não se vê também em nenhuma passagem ou nas pregações de Jesus nenhuma alusão a esse assunto, então o normal era aceito e não a anormalidade.
Em João 19,25 a 27, vemos que Jesus entregou a guarda de sua mãe ao discípulo, que amava (o único que esteve ao pé da cruz) e então Maria teria revelado esse segredo a João, em companhia do qual foi viver, como diz o referido trecho. João, por seu lado, se soubesse disso, teria relatado em seu Evangelho para conhecimento da posteridade. Como João não fez nenhuma referência a esse assunto é porque ele não soube de nada especial.
Nas conversas entre Maria e João esse assunto nunca deve ter sido colocado em evidência, já que foi pura fantasia de alguns. Aceita-se a maternidade humana para Jesus, um lado do nascimento de um novo ser humano e por que não aceitar o outro: a paternidade?
Em Lucas não existe a confirmação da concepção pelo Espírito Santo, mas apenas a anunciação e isto prova que houve sim um apoio espiritual muito elevado para a encarnação de Jesus. Quanto à anunciação a Maria, acredito piamente, pois ela precisava ganhar força e coragem, como também saber previamente a quem ela iria receber em seu ventre e depois dar a luz: Jesus, o maior filho de Deus ou espírito, que já veio a essa terra, o Messias prometido por Moisés e pelos profetas. Quem apareceu a Maria foi um anjo e era um enviado, um mensageiro de Deus-Pai-Mãe ou mesmo de Jesus ou o próprio Jesus em espírito, que iria encarnar por meio de Maria e viria nos ensinar o caminho rumo ao Pai-Mãe-Criador, que é de pureza total.
3º) O processo da concepção ou nascimento de um ser humano foi criado pelo PAI, tudo pode como deveria ser puro e sem pecado. Quem cria uma lei é o primeiro a seguir ou obedecer à lei. Na concepção inicia-se a criação apenas do corpo físico para ser a moradia adequada de um espírito ou alma, que já foi criado há muito e muito tempo e que está em busca da autoperfeição ou da sua salvação. Na íntima união entre um casal humano existe uma grande demonstração de confiança, entrega e vivência do amor humano.
Depois de ter escrito esses pareceres em meu diário, tive duas confirmações desses meus dizeres, que se tornaram em mais uma tese minha, que é: “Jesus de Nazaré, o Cristo, teve pai e mãe carnais ou Jesus, como homem, foi filho de José e Maria”.
Em complemento ao que já escrevi, vou relatar dois diálogos meus com os espíritos de Jesus e Maria de Nazaré:
1º) A primeira confirmação veio do próprio Mestre Jesus, que iniciou a sintonização comigo em 25 de novembro de 1983, como já escrevi nas cartas para o Papa João Paulo II e para o Narciso. Num de nossos muitos diálogos, logo que Jesus aproximou-se de mim, perguntei:
- “O que o Senhor, Mestre, me fala sobre os meus escritos relacionados com a sua concepção e seu nascimento?”. Jesus, antes de responder, fez-me a seguinte pergunta:
- “Por que você está me perguntando isso?”.
- “Mestre, o Senhor já sabe tudo sobre os meus pontos de vista e não quero ensinar nada de errado, a minha responsabilidade é muito grande e até pesada”.
Expliquei respondendo. Então, o Mestre Jesus respondeu diretamente à minha pergunta e já me dando orientações:
- “Você está certo, mas não escandalize aos outros que acreditam de forma diferente”.
Continuamos o nosso diálogo, mas sobre outros assuntos.
2º) A segunda confirmação veio da própria mãe de Jesus, que sintonizou perfeitamente comigo no dia 11/04/1984 (vide carta para o Papa João Paulo II) e aqui vou descrever o primeiro encontro, que tive com Maria de Nazaré:
Levei a minha filha mais velha a uma ginecologista e estávamos sendo acompanhados pela mãe dela, já desencarnada... (a Conceição morreu em 28/01/1984). Logo que acabou a consulta, o espírito da Conceição aproximou-se de mim e disse-me:
- “Está tudo bem com a Cláudia, não precisa se preocupar”.
Como o consultório era perto do mosteiro das clarissas na Rua Santa Rita Durão e, devido ao passado dela nos séculos XII e XIII, que fiquei sabendo no dia 26/02/1984, decidi fazer uma visita ao mosteiro (naquele dia ainda não sabia que também participei desse passado dela). Chegando à frente do portão de entrada vi o aviso: “Atendimento ao Público de ... até às 16,00 horas”, e já eram 16,30 horas. Então rezei um Pai-Nosso em frente ao portão e caminhei para o carro, onde deixei a minha filha. Logo que comecei andar, a Conceição, que foi uma grande discípula de São Francisco de Assis no passado, falou-me assim:
- “Você não pôde entrar, mas eu entrei e trouxe uma amiga para conhecê-lo”.
Pensei de imediato tratar-se de alguma monja, mas como não houve identificação e apresentação, fui para o carro. Do bairro Funcionários até à Cidade Nova, onde moro, dirigi o carro, ouvindo o diálogo entre as duas entidades, enquanto tentava entender a situação.
A Conceição falou para a nova visitante e amiga recém-sintonizada:
- “Ele vai perguntar-lhe quem você foi na época de Jesus”. A nova visitante respondeu:
- “Não há problemas. Estamos aqui para ajudá-lo e revelar-me a ele. Será até muito bom mesmo”.
Chegando a meu apartamento, fui comprar pão e a recém-chegada me acompanhou. Quando estávamos chegando novamente em meu lar, ela me falou:
- “Agora já sei onde você mora, então irei embora e depois manteremos outros contatos”.
Respondi imediatamente, convidando-a para continuarmos o nosso diálogo:
- “O que é isso, irmã. Vamos para o meu apartamento, ainda não lhe contei nada sobre mim e nem sei ainda quem é você. Quero continuar o nosso diálogo”.
Ainda não sabia que ela já sabia de tudo a meu respeito. Ela concordou e aceitou o meu convite. Entrando em meu lar, pedi a ela licença para tomar um banho, antes de conversar com ela.
Enquanto tomava tranquilamente o meu banho, a Conceição foi ao banheiro e me falou assim:
- “O que é isso, Rosário. A nossa convidada é muito importante, ela não pode ficar a sua espera assim e já estão chegando algumas convidadas dela para esse encontro (diálogo) aqui hoje”.
- “Quem ela é?”. Perguntei. Ao invés de contar-me, apenas disse:
- “Pensa!”. Logo que comecei a pensar veio a minha tela mental escrito o nome de Maria de Nazaré e levei um grande choque, que não me deixou nenhuma dúvida, dizendo logo em seguida:
- “É ela que está aqui em meu apartamento!”. Senti uma fortíssima emoção (vibração) e quase cai no piso do banheiro. Pela minha reação, conclui rapidamente, que era a mãe de Jesus, a minha mais nova visitante. Aprontei-me rapidamente e fui para a sala. Logo, que fechei a porta, ela, Maria de Nazaré, me falou:
- “Você está tirando o meu trunfo!”.
- “Não, Maria, apenas estou colocando as outras mães perto de você, pois a diferença era e é muito grande”. Respondi e voltei a falar, perguntando:
- “Já que estamos falando desse assunto, pergunto-lhe: Como foi?”.
Só tive coragem de fazer essa pergunta “Como foi?” em função do encaminhamento do próprio diálogo. Aí recebi a mais simples e humilde resposta, mas muito clara e sincera mesmo:
- “Normalmente, como se concebe um feto”.
Pela resposta simples e reveladora fiquei satisfeito. (Se alguém desejar conhecer essa carta na íntegra é só entrar em contato comigo, que a entrego completa).

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Editado pela última vez por Rosário em Seg, 28/Jul/2014 21:58, em um total de 1 vez.

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Sáb, 03/Mar/2012 09:05 
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Registrado em: Sáb, 22/Nov/2008 15:53
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TEOLOGIA RELACIONAL- DEUS NAO É ONISCIENTE


Rosario, voce conhece a Teologia acima, moderna, que diz que Deus nao é onisciente, porque com o livre arbitrio dado a nos, Ele nao sabe, por exemplo o que voce fara na 6a Feira que vem.

Abaixo, transcrevi um trecho do que ha na Wikipedia:

O Teísmo Aberto defende que Deus se relaciona intimamente com o homem, em detrimento de sua onisciência que seria prejudicada com a dádiva do livre arbítrio; Deus saberia o futuro, mas não todo o futuro, pois esse futuro ainda não teria existência na presença de Deus, dado o livre arbítrio do homem concedido por Deus.

Os defensores da Teologia Tradicional afirmam que seria um completo absurdo Deus se despojar do direito de saber todas as coisas, pois, sendo assim, Deus viveria incertezas, não tendo controle sobre os eventos futuros do Universo.

Contudo, defende o Teísmo Aberto que Deus é Todo-poderoso exatamente por causa desse despojamento, visto que mesmo tendo ausência de controle sobre as escolhas humanas, Deus é capaz de governar o futuro vaticinado. Ou seja, exatamente porque Deus não se preocupa em estar no controle de suas criaturas é que ele demonstra estar realmente no controle.

Tudo teria surgido na bem intencionada apologética de alguns teólogos de livrar Deus da maldade existente no mundo, como explica Luiz Sayão, lingüista e hebraísta pela USP, é uma teologia tipicamente Norte Americana: prática e simples. Em outra curta frase apresenta as conclusões do Teísmo Aberto: “Deus precisa deixar de ser Deus, tornando-se menos onipotente e onisciente para que não seja responsabilizado pelo sofrimento do mundo” .[4]

[editar] Introdução no Evangelicalismo.Num famoso ensaio sobre o tema, o renomado teólogo Clark Pinnock, representante do Teísmo Aberto, em seu ensaio Deus Limita seu Conhecimento cita o livro de Richard Rice e afirma, entre outras, que "Deus antecipa o futuro de uma maneira analógica a nossa própria experiência" e apresenta a inovadora formulação teológica ao evangelicalismo da seguinte forma:

Deus é onisciente no sentido de que conhece tudo o que pode ser conhecido, assim como Deus é onipotente no sentido de que pode fazer tudo que é possível ser feito. Contudo, ações existem para serem conhecidas. Deus pode conjecturar o que você vai fazer na próxima sexta-feira, mas não pode saber com certeza, porque você ainda não fez. [5]

Coqueluche teológica O teísmo Aberto não rendeu muitos adeptos e minguou sua divulgação, ou se restringia o debate em “salas” de teologia. No Brasil, quase não se conhecia sobre o assunto senão em salas teológicas até bem pouco tempo, quando dois expoentes do meio evangélico escreveram sobre a impossibilidade de onisciência plena de Deus. Por um deles ser membro da maior congregação religiosa entre os evangélicos, a Igreja Batista, congregação das mais conservadoras entre os protestantes, o assunto causou polêmica. Seriam eles Ricardo Gondim e Ed René Kivitz. Surgiu então uma variedade de debates em blogs e salas de debate sobre o assunto, sendo os mesmos "acusados" de apóstatas da fé.

Oficialmente, afirmam que Deus é onisciente, contudo mesmo alguns estudiosos que saltam em defesa desses homens ousados e contestadores, expõem defesas apontando em direção ao Teísmo Aberto, ou parcialmente. Alguns questionamentos que conduzem a essa temática, recentemente apresentada por Paulo Brabo são:

“O que alguém está realmente dizendo quando recorre a abstrações como “Deus é eterno por natureza”? O que é ser eterno por natureza? O raciocínio pode ser considerado um guia claro para a natureza da eternidade? O que é ser onipresente? Pode Deus estar presente em lugares que não existem? O futuro é um lugar? O futuro existe? Faz sentido falar do futuro como algo além de possibilidade? Faz sentido esperar que a perspectiva do tempo seja capaz de produzir vislumbres acurados sobre a natureza da eternidade? Faz sentido esperar que Deus faça sentido racional? Podemos tirar conclusões seguras a respeito de Deus a partir do raciocínio dedutivo?”[6]

Os defensores procuram caminhar em direção ao “Teísmo Aberto” sem, contudo defender tal corrente teológica abertamente. Outros sugerem que Ricardo Gondim teria cunhado o termo “Teologia Relacional”, para defender parcialmente o Teísmo Aberto, contudo é sabido que a expressão fôra usada anteriormente por Clark Pinnock.

Na “Teologia Relacional”, defende-se a exclusão da interferência do Ser Supremo nas escolhas de suas criaturas, em detrimento do saber absoluto de Deus.

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A questao nao é ver para Crer, a questao é Crer para entao ver!!!


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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Sáb, 03/Mar/2012 16:48 
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Registrado em: Sáb, 27/Jan/2007 20:14
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Localização: Brasil - Belo Horizonte
Paz plena... Virgílio, um grande e fraternal abraço.
Eu não conheço este Sobrenome para Teologia:
"TEOLOGIA RELACIONAL- DEUS NAO É ONISCIENTE".
Pelo que li na sua postagem digo imediatamente isso:
"Até hoje não encontrei nenhum teólogo, que realmente seja "Teólogo", pois todos estudam a Teologia, que tem por objetivo estudar a Deus".
Na realidade os teólogos deveriam ter outros nomes, pois eles estudam é a história da Teologia e das Religiões. E Deus para todos eles continuam sendo "ALGO" ou um "Espírito", que desconhecem completamente.
Você saberia me dizer se os dois pensadores citados: Ricardo Gondim e Ed René Kivitz são defensores da "vida única" ou se já são "reencarnacionistas"?
Se eles forem ainda defensores da "vida única", no meu modo de entendimento atual é uma perda de tempo ler o que eles escrevem. Sem a aceitação e um bom entendimento da "reencarnação" torna-se impossível o "autoconhecimento" e para começar a compreender melhor o outro e a DEUS tem que se conhecer muito bem a si mesmo antes.
Digo que só passei a me compreender e compreender melhor aos outros, após ter aceito e compreendido o processo das vidas sucessivas.
A tese de que DEUS não seja onisciente é completamente diferente de tudo o que já sei, é lógico que aprendi por primiero na Doutrina Católica, em segundo na Doutrina Espírita e em terceiro diretamente pelas minhas vivências e experiências mediúnicas (revelações recebidas e que continuo recebendo).

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 Título: Re: DEUS
MensagemEnviado: Sáb, 03/Mar/2012 17:13 
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Registrado em: Sáb, 27/Jan/2007 20:14
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Localização: Brasil - Belo Horizonte
Paz plena... Caros irmãos foristas, um grande abraço.
Vejam o e.mail que acabei de enviar para o grupo "espiritismo-br", logo após receber uma grande relação de frases de grandes pensadores sobre "religião", principalmente sobre o cristianismo:
Citação:
Paz plena...
Luciano, um grande abraço.
Li todas as frases e todas são muito instrutivas...
Gostei muito dos dizeres do Nietzsche sobre a Religião.
Para resumir tudo digo que é necessário fazer uma perfeita união entre Religião e Ciência e para fazer essa união utilizei da Matemática,
pois desde pequeno fui um fã da Matemática. Por meio da Matemática
consegui receber uma mensagem explicativa da Espiritualidade sobre o Mistério do Deus Uno e Trino.
Paz plena... Rosário.

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